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História

Categoria: História Publicado em: Escrito por Super User Visitas: 10400

Numa casa avarandada com alvenarias e ferros forjados e uma escadaria com trepadeiras, entra-se no Restaurante Camelo, a 5 km de Viana do Castelo e a 3km da saída da A28 com indicação da placa Nogueira/Portuzelo.

Este edifício situado em Santa Marta de Portuzelo é também residência da família Camelo cujos últimos abencerragens andaram pelos caminhos de Santiago de “armas velhas” com três vieiras e uma cabeça e pescoço de camelo na sua cor, e “armas novas” a partir de 1576, dadas por D. Sebastião, com ribeira ondulada de prata, dois braços de mãos dadas, flor de lis e um abraço em pala elevando uma estrela de ouro.

 

Depois de um curto período em França, os camelos actuais não se deram pelo estranja e regressaram a Santa Marta. Em 25 anos fizeram obra: 150 lugares na sala principal, 200 lugares na sala Jorge Amado e 400 lugares ao ar livre na eira e anexos agora mais aprazíveis com uma latada de vinho loureiro e 300 lugares no salão de festas, todos na casa mãe do Restaurante Camelo. Ficou agora ainda mais enriquecido com a colocação de uma tenda oriental que faz as delicias dos noivos para as bodas de casamento e com capacidade para 1000 pessoas.

Com manducantes  excedentes à lotação presente, os Camelos apaixonaram-se pela zona da Apúlia no vizinho conselho de Esposende.

 

E abrem um novo restaurante, mantendo todas as características da casa mãe, só voltados agora para os “mares” da nossa costa.

Dieta minhota a preceito  onde se destacam nos entreténs de boca, as “caralhas” que é um escalfado de miúdos de novilho em vinho tinto de Perre, as bacalhoadas e os  rojões, os arrozes de sarrabulho e arrozes “pé descalço”, a vitela barrosã e o cabritinho mamão da Serra D´Arga. Dia de festa no segundo Domingo de cada mês com romeiros fieis e devotos do cozido à camelo. Na Apúlia, o refinar vai para a área piscícola  e mariscosa com o arroz de robalo a pontificar.

 

Nas sobremesas as caseirices da Daniela, rabanadas a saber a Natal, o arroz doce à Prior de Vila Franca e o creme de pinhões e garrafeira farta.

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